A entrega do oscar me surpreendeu!

Houve um tempo em que eu ficava acordada para assistir a cerimônia do Oscar. Eu assistia todos os filmes! O cinema sempre foi uma paixão para mim.

Mas, com o tempo, a produção cinematográfica ficou sem graça e por cima todo um processo de ideologização fez com que eu perdesse o interesse. Ao mesmo tempo, especialmente durante a pandemia de Covid 19 houve uma mudança substancial com a atividade de “assistir um filme”. Se antes, nós tínhamos que ir para o cinema, hoje parte dos lançamentos acontecem nas plataformas stream tipo Netflix ou Amazon Prime.

Na entrega dos oscars do ano passado houve aquela polêmica entre Will Smith e Chris Rock. O tapa de Smith no Chris ficou meses sendo discutido e claro que tirou o brilho da cerimônia que sempre foi marcada pelo glamour dos atores de Hollywood.

Dois vencedores

Uma noite de superações
Brendan Fraser com seu oscar. Screen Print do Instagram

A atriz Michelle Yeoh é sem dúvida a grande vencedora da noite, com a estatueta de “Melhor atriz” por “Everything Everywhere All at Once”. A atriz da Malásia de 60 anos tinha a sua carreira consagrada em filmes de ação. Uma grande atuação dela foi no filme “Tiger & Dragon” do ano 2000. Por ser estrangeira e não tão novinha, ela tinha dificuldades de ser chamada para produções de Hollywood.

Algo parecido aconteceu com o ator Brendan Fraser. Ele ficou conhecido na década de 90 pelos filmes “George, o Rei da Floresta” e ” A Múmia” e sumiu das grandes produções do cinema. Recentemente, em uma entrevista ele alegou que sofreu abuso sexual por parte de Philip Berk, Presidente da Hollywood Foreign Press Association (HFPA) e com isso ficou fora de grandes produções. Fraser contou essa história na rasteira do movimento #metoo. Para ler a história completa, clique aqui.

O grande retorno foi em uma história muito diferente daquela que fez sucesso na década de noventa, quando ele era o galã do momento. Em “A Baleia”, Fraser interpreta um professor de literatura de mais de 250 quilos que tenta recuperar a sua relação com sua filha adolescente. O filme chamou atenção por sua atuação, mas ao mesmo tempo que mostrou o tema da obesidade.

Clássico da literatura alemã

Para o filme de “Melhor Filme Estrangeiro” foi “Nada de Novo no Front”. Esse filme é mais uma adaptação do livro de Erich Maria Remarque do ano de 1928. O livro conta a história de um grupo de amigos que por patriotismo se alista no exército para lutar na Primeira Guerra Mundial.

Só que o patriotismo inicial foi substituído para realidade da guerra, especialmente para esses jovens. Quando o livro foi lançado, ele se tornou logo best-seller.

No ano de 1930 foi a primeira adaptação para o cinema de Lewis Milestone que inclusive ganhou o oscar de melhor filme nesse ano. O filme foi proibido na Alemanha sobre domínio nazista. Trailler na versão atual.

Eu ainda não vi esses filmes. Mas, estou bem curiosa. Desta vez, a premiação me surpreendeu.

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