Violência na política brasileira

Mais uma vez um debate político no Brasil acabou em pancadaria. O debate entre os candidatos à prefeitura de São Paulo que foi realizado pelo Flow Podcast, na última terça-feira, 23 de setembro acabou um soco de um assessor do Pablo Marçal a um assessor do Ricardo Nunes, atual Prefeito da capital paulistana.

O primeiro episódio de violência foi a cadeirada que o Datena deu no Marçal, no debate do último 15 de setembro na TV Cultura. Confesso aos meus amigos leitores que quando eu vi a foto eu pensei que fosse um meme e não foi. Inclusive, eu gravei um vídeo no Vida Europa sobre o tema, basta clicar aqui.

Debates políticos na Áustria, sem violência física

Na próximo domingo, no 29 de setembro, a Áustria vai eleger seu novo parlamento. Atualmente está havendo debates na televisão ou nas redes sociais e até agora não ocorreram nenhuma agressividade. Há uma conversa muito ácida entre os candidatos, até porque no mundo germanófono, as conversas políticas são recheadas ironias e alguns ataques pessoais.

Mas não significa que a violência não foi marca na política aqui na Europa central. Ainda no começo do ano, Primeiro-Ministro da Eslováquia, Robert Fico foi baleado e quase morreu. Sobre esse tema, eu gravei um vídeo no Vida Europa, clique aqui.

Como acontece para todos os lados, a polarização se intensificou vindo nos rastros da Pandemia de Covid19 e seus impactos na economia, além do dos desdobramentos da “Guerra na Ucrânia” que fez com aquela divisão entre “esquerda e direita” fosse revista na Europa.

Na Europa há um esforço para se evitar uma escalada de violência, sobretudo por conta da insatisfação impopular, muito bem instrumentalizada pela extrema-direita na Europa. Sobre esse assunto, eu comento nesse vídeo no Vida Europa, clique aqui.

Pancadaria, a marca dos debates políticos no Brasil

Se na Europa, onde há uma tradição democrática, em alguma situações na política podem surgir atos de violência, como o atentado contra o PM eslovaco, como relatado nesse post, no Brasil, a violência virou algo normal e até justificado.

Eu fiquei um pouco assustada de ver alguma “normalização” da violência como forma de conter candidatos indesejados, como é o caso de Pablo Marçal. Vale lembrar que o Marçal, coach de Marketing Digital é fruto da insatisfação impopular. Isso não indica que ele seja o candidato adequado para ser Prefeito de São Paulo. Vejam o vídeo no Vida Europa:

Opinião: O Brasil quase não possue tradição democrática, basta ver a nossa história. O que estamos vendo é uma queda de braço entre grupos políticos que querem permanecer no poder, a qualquer preço e uma parcela da população que quer mudança.

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