Performance e Identidade no Rio de Janeiro: meu ebook!

O Rio de Janeiro é uma cidade fascinante para mim. É a cidade onde eu passava as minhas férias de Brasília. Aquela mistura de praias, natureza e os prédios em estilo colonial no centro da cidade, sempre me fascinou!

Sem contar o carnaval! O desfile das escolas de samba era para mim mágico. Cada escola produzindo o seu espetáculo. Aquilo mexia muito comigo. Eu sempre me fascinei como a cidade do Rio de Janeiro, com seu caos habitual, conseguia, ao mesmo tempo, organizar os belíssimos desfiles de Escolas de Samba!

Anos mais tarde, eu já estava trabalhando com a minha tia, no jornal da família, o Rio Zona Sul, o primeiro jornal de bairro. E foi um dos momentos mais legais da minha carreira jornalística! Escrevíamos desde cotidianidades dos cariocas, desigualdade sociais, absolutamente tudo! E todo o processo era absolutamente artesanal, começando pelas reportagens, fotos, diagramação e impressão.

O Rio Zona Sul fechou as portas no começo dos anos 2000. O jornal não resistiu a concorrência do suplemento de bairros do jornal “O Globo” no Rio de Janeiro. Além da passagem do jornal formato papel para os formatos websites. Nessa época, além do acesso a internet ser complicado, através da linha telefônica, colocar um projeto no formato website era muito caro. Ao longo dos anos, isso mudou muito e possuir uma website é bem mais acessível e necessária, especialmente, em tempos digitais que vivemos.

Vida na Europa e Universidade de Viena

Depois de algum tempo trabalhando na imprensa tradicional, mas ganhando pouco, eu passei para trabalhar na área de Assessoria de Imprensa, em Brasília. Foi um salto no salário e outro na minha vida pessoal. No fim de 1997, eu conheci o maridão austríaco e no ano de 2003, eu cheguei em Viena, casada com ele. Atualmente, tenho filhota austríaca e gata Cookie.

A minha entrada na Universidade de Viena era mais tarde, no ano de 2006. Como eu estava cansada do meu trabalho em uma agência de cobranças, mesmo ganhando bem, eu decidi procurar outra coisa para fazer. Trabalhar sentada em um escritório nunca foi para mim.

Como eu tinha feito um mestrado sobre “História da Arte” na Universidade Livre de Bruxelas, eu queria muito trabalhar nessa área. Eu tinha mandado currículo para museus e galerias, mas somente consegui somente algumas entrevistas.

Foi aí que um amigo me sugeriu: “Porque você não faz um doutorado?”. A princípio, eu achei a ideia meio louca. Mas, com a quantidade de recusas e vendo trabalhos que não me interessavam, eu resolvi aceitar a sugestão desse amigo.

Uma viagem espetacular ao mundo performático carioca

A princípio, eu não queria escrever sobre carnaval. Minha ideia inicial era escrever sobre o Rock Nacional, mas já nas primeiras conversas com os professores, a palavra “Samba” vinha como uma obrigação.

Eu cheguei a conversar com um professor da Universidade de Salzburgo que conhecia, pasmem, o Legião Urbana. Ao mesmo, ele também foi muito sincero ao me disser que uma tese de dissertação sobre rock brasileiro, não interessaria ao mundo acadêmico europeu.

Depois de resolvida toda a parte burocrática, eu cheguei ao Instituto de Ciências de Teatro da Universidade de Viena. E logo nas primeiras conversas com o meu orientador, o tema Samba já estaria definido.

A princípio, eu não gostei dessa definição. Logo depois, a medida que eu comecei a desenvolver o tema, eu percebi, não só o acerto do meu orientador, como eu mesmo fiz uma descoberta fascinante, dentro de um assunto que imaginava ser “expert”: a capacidade de ver como a sociedade carioca conseguia se “unir” através do desfile das escolas de samba e bailes funk. E esse é o ponto de partida do “Performance e Identidade no RJ – Do Samba ao Funk Carioca.

Finalmente acessível!

O meu objetivo era publicar esse trabalho, logo após a defesa, ainda em 2009. Mas, motivos profissionais e pessoais me impediram. O trabalho ficou guardado por mais de 10 anos, mesmo que muitos me pediam para ler essa tese.

No ano passado, após uma reformulação digital, eu decidi colocá-la para a venda, no Amazon, por um precinho bem acessível para todos. Mas, para isso, eu tive que traduzi-la para o português e o alemão. Eu não via sentido, somente colocá-la a venda em inglês, a versão original.

Caso você se interesse, aí o link para a tese, no Amazon:

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