Sei que estou um pouco atrasada para esse texto, mas no meio do turbilhão de trabalho que eu me encontro, eu resolvi dedicar algumas palavras sobre a manifestação na Paulista.
A manifestação do último fim de semana, 25 de fevereiro, na Avenida Paulista, não somente mostrou a ainda força do Bolsonaro, mas sobretudo, a insatisfação popular, que ainda não encontrou nenhum partido político ou até mesmo político para personificar.
Aqui na Europa, a extrema-direita está bem posicionada nas intenções de voto, seja para parlamentos nacionais ou regionais. Aqui na Áustria mesmo, a extrema-direita está em primeiro lugar para as intenções de voto para o parlamento nacional.
A grande verdade é que os veículos de comunicação, em sua maioria, resolveu fazer militância política de esquerda e com a virada das redes sociais para vitrine de negócios e ideias, ainda na metade da década de 2010, a extrema-direita veio com força. Alia-se ao fato que eles estão bem articulados nas redes sociais e conseguem captar muito bem essa insatisfação popular.
Hora de pensar no futuro
Eu vi a reação de jornalistas e influenciadores digitais sobre “Como era possível que uma manifestação organizada pelo Bolsonaro pode ter tanta gente?” Houve até debate sobre quantas pessoas haviam de fato. As fotos que eu vi de perfis confiáveis eram bem nítidas pela quantidade de pessoas.
O fato que Bolsonaro, desde 2014, nada na onda anti-PT que inclusive o elegeu em 2018. A oposição ainda não conseguiu se organizar e Lula ganhou com um pouco mais de dois pontos percentuais em relação ao Bolsonaro. Ainda me pergunto pela “Frente Ampla”
Economia patinando, casos de Dengue explodindo, a violência crescendo a passos velozes nas cidades brasileiras e sem contar o enxame de frases “delizes” do Lula, o ideal é que a oposição acorde.